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Raças Mermorianas: Rhaian, características históricas e cultura.

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Raças Mermorianas: Rhaian, características históricas e cultura.

Mensagem  Vinícius Reis em Sab Dez 24, 2016 8:02 pm



Rhaian

Não humanos, vindos de uma terra além do mar de estrelas, descendentes dos poucos sobreviventes do declínio e cataclisma de Iardenfel, evento cheio de mistérios onde predominam-se mais perguntas que respostas. Chamaram a si e seus semelhantes de “Rhaian” a partir do momento que passaram a caminhar sobre uma terra estranha sem ter um lar para o qual retornar, esta palavra significa “Andarilho” por conta da desolação moral provocada pelo êxodo.
Acredita-se que o primeiro povo Iardiano surgiu ao norte, próximo a um lugar conhecido hoje como Lish an Soagus ou “Mar de Sussuros”, um ermo gélido contido sobre os limites das terras Faraveanas.
Perdidos em uma violenta nevasca avistaram a luz de uma chama intensa, como uma estrela incandescente. Tiveram seu primeiro contato com os homens do antigo reino bruxo de Carmonan após cruzar a longínqua planície branca não tiveram escolha se não implorar por ajuda, e de bom grado os homens de olhos escuro dividiram seu fogo para aquece-los e seu pão para alimenta-los, e por fim foram recompensados com sabedoria e uma aliança feita sobre sangue. A motivação que instigou os homens de olhos escuros em ajudar o povo perdido fora uma visão que prometia fortuna e prosperidade caso os visitantes fossem bem acolhidos, esta previsão fora feita pela própria princesa oráculo de Halenói.
Mas nem todos os homens eram acolhedores quando se trata de estranhos andando por suas terras procurando uma nova casa, a competição por território sempre foi combustível para chama da guerra, mas estas almas não buscavam conflito, mesmo se insistissem em batalhas seriam dilacerados por conta do seu número consideravelmente inferior além de não conhecerem as terras por onde andam tão profundamente quanto gostariam, buscavam uma vida segura onde pudessem contar com uma terra fértil para plantar, um teto sobre suas cabeças em tempos chuvosos ou uma lareira quente nos dias frios, procuravam uma nova casa.
A aparência física dos Iardianos causava certo desconforto nos homens, devido o fato de que sobre suas cabeças exibem-se chifres, estes podendo variar de indivíduo para indivíduo em questão de forma e tamanho, mas geralmente aqueles do sexo masculino possuem chifres maiores, mas existe variáveis nítidas. Este povo foi violentado e enganado muitas vezes, raramente recebidos com honras e respeito, maior parte das vezes tratados como lixo, como deformações dignas de atrair um espetáculo sádico.
Procuraram por muito tempo terras distantes do preconceito e maldade dos homens, com o tempo os andarilhos tiveram sua alma enfraquecida pela rigidez de sua nova vida, se contradisseram, se dividiram, se distanciaram. Seus números foram reduzidos visivelmente por conta da violência encontrada, das gripes e enfermidades poderosas contraídas sobre um realidade de intensa coerção e medo. Mas não fora o fim dos filhos de Iardenfel.
Reviveram sua cultura deixando de ser nômades reclusos, nem um suor humano foi gasto ao arar os campos de Valena, não ouve ajuda de um sequer humano na construção da grandes pontes de Askar, não foi necessária a ajuda para subir as torres de Mandregaal. Pequenas comunidades instaladas em terras esquecidas se tornaram grandes fortalezas, e com o passar de longos anos este povo antes a deriva ergue-se e encontrou seu lugar neste mundo apesar de alguns ainda não reconhecer seu poder.
Dualidade cultural
Doentes e feridos, os antepassados dos antigos Rhaian em sua jornada em busca de um novo lar estavam a beira da ruína, suas viagens ou os levavam a terras hostis ou para longos ermos inférteis. Cansados de vagar sem rumo, tristes pelas suas perdas e enfraquecidos pelas novas terras, resultou na discórdia disseminada em seus corações, seus líderes perderam suas vozes dentre os gritos de tristeza e fúria de seus protegidos, até que toda essa intriga polarizou a mente daqueles sobreviventes dividindo-os. Dois lados, com razões opostas mas que ainda sim mantinha os mesmos propósitos, dar um lar digno para suas gerações seguintes, dar abrigo e comida para seus filhos, mostrar-lhes que são especiais pois fora gasto sangue e suor para que o espírito de Iardenfel não fosse perdido.
As duas vertentes insurgentes se diferenciavam perante como viam a si mesmo e toda sua bagagem cultural iardiana perante este novo mundo, mas as discussões entre eles eram justamente em torno de valores culturais, estratificação social e meritocracia. As vertentes eram os conservadores e os vanguardistas.
Os conservadores; apesar de serem uma minoria tinha opiniões fortes e de peso por conta desta vertente estar composta pelos pensadores, aristocratas, grandes entidades religiosas e militares, mas basicamente não aceitavam nenhum contato prolongado com os anfitriões (humanos) e repudiavam a miscigenação, estes pensavam em criar fortes raízes neste mundo distantes dos humanos mantendo sua cultura e valores inalterados, ignorando a adaptação, não optando por uma “nova vida” e sim garantir a “preservação da antiga”. Sendo desta forma, estes procuravam implantar os mesmo costumes vividos em Iardenfel, um dos costumes polêmico que incitou bastante a ruptura e polarização entre os Rhaian foi a “estratificação social”, que segue uma filosofia ríspida que neste antigo costume por exemplo, prole proveniente de pais artesãos seria obrigatoriamente um artesão não poderia ascender a nenhum cargo político, ou muito menos relacionar-se afetivamente com algum outro indivíduo fora de sua casa estratificada, além de outros conceitos adjacentes a essa linha de raciocínio.
Os vanguardistas; que de certa forma investiam em uma aliança duradoura com os anfitriões, aliança criada por respeito mútuo e diversidade de escambos, deste modo não se preocupavam necessariamente com a miscigenação, mas mesmo assim via esta prática deveras inapropriada. Procuravam criar estabilidade neste mundo sem ignorar a convivência com os anfitriões, cultivando uma paz prolongada para que no futuro não se torne uma guerra que com certeza perderiam. Em relação a estratificação social, discordavam prontamente desta prática, pensavam que nesse mundo as coisas poderia ser diferentes daquele modelo social segregador de outrora, os vanguardistas eram compostos pela maioria dos Rhaian, estes sendo muitos daqueles que compunham a base da antiga pirâmide social iardiana, por exemplo, trabalhadores dos campos, pobres artesãos, soldados menores, e afins. De maneira alguma seriam adeptos de um sistema que os submetesse a engessar as novas oportunidades que poderia ser alcançadas neste novo mundo. Para os vanguardistas, todos estavam juntos agora na mesma casta, todos eram andarilhos.
Estas duas vertentes acabaram que por separar em dois grupos os descendentes de Iardenfel, o desentendimento entre estas facções fora resolvido quando os andarilhos encontraram uma bifurcação em seu caminho para o oeste, onde os conservadores tomaram o caminho para as montanhas para noroeste, e os vanguardistas tomaram o caminho para o vale. 
Esta divisão fez com que nascesse duas etnias Rhaian, que apesar de cultivarem diferenças culturais ainda sim falam línguas muito parecidas, destoando apenas no sotaque e  alteração bruta de algumas palavras devido o contado com as línguas humanas.

  •  Vardeni (Vardenianos) - Vau’rain - (Tradução: Caminhante do vale): Descendentes dos “vanguardistas”, aqueles que optaram pelo caminho do vale e chegaram as terras de Atruria, são conhecidos pela sua bravura e força de vontade. Constituintes de uma cultura deveras semelhantes em certos aspectos a sua raiz Iardiana, mas com contrastes nítidos que foram tomando forma ao logo dos séculos. Por exemplo a religiosidade Iardiana fora completamente adaptada a nova realidade encontrada, com os manuscritos sagrados revistos e devidamente relidos com outros olhos tomando diferentes interpretações das mesmas mensagens sagradas. Os Vardenianos possuem duas grandes cidade fortalezas relevantes ao noroeste de Mérmora, citando primeiro Nova Atrona a capital e centro administrativo do país antes chamada Ponta Cinzenta e por motivos históricos acabou tendo seu nome alterado pela invasão do império Naomírio e Valena cidade que ao passar dos anos acabou se tornando maior que a capital mantendo um fluxo econômico mais forte devido sua boa localização. Vivem sobre um sistema de monarquia parlamentar, no qual o monarca é chamado de Maezar palavra iardiana para líder ou rei, este sistema mantém a tradição iardiana onde a hereditariedade não é empregada necessariamente ao filho homem mais velhos assim como na maioria das monarquias humanas, o título pode ser herdado para o sexo feminino desde que sejam filho ou filha primogênitos. Além disso é um governo com efetiva participação popular, através de ágoras para debates administradores, sábios e pessoas simples discutem sobre diversos assuntos a cerca das tomadas de decisões da administração. Esta etnia fisicamente tem seus chifres sempre ramificados em galhadas, sejam grandes pares de longos chifres retorcidos ou tímidos ramos curtos, assemelhando-se a galhadas de cervo, alce, dama, veado e etc; chifres sempre em tons claros, como marfim, areia ou castanho claro. Além da forma dos chifres se diferenciam pelo tom de pele bem claro sobre a base de um marrom quente, seus cabelos podem variar entre castanhos escuros, loiros e platina, olhos variantes sobre cores vibrantes como turquesa, violeta e âmbar. Atributos de vantagem: +2 Determinação +1 Percepção. Classes provenientes desta cultura: Nuur’rhirin (Guerreiro mascarado): Organização militante nascida na resistência a dominação do império Naomírio, responsáveis por emboscadas assertivas aos exércitos inimigos e desaparecer sem dar pistas de sua fuga, furtivos guerreiros de renome.

  • Movedun (Movedunianos) - Yomun’rain (Tradução: Caminhante das montanhas): Descendentes dos conservadores, daqueles que seguiram o caminho das montanhas chegando as cordilheiras do Braço de Pedra. Conhecidos por sua tradições milenares e construções monumentais, povo recluso do noroeste de Mérmora. Os Movedunianos levam muito em consideração sua honra e a preservação de sua integridade, assim procuram manter um padrão de qualidade elevado seja em qualquer tarefa incumbida a eles, pois existe uma exigência muito grande por meio social e pessoal, mediante a essa realidade o ato de falhar representa enorme vergonha para o indivíduo, tanto para si mesmo quanto para sua família. Aqueles considerados errantes e desonrados não tem um espaço digno nessa sociedade. Sua religiosidade é em sua grande maioria Suma Ortodoxo, é quase que a mesma leitura da religião raiz Iardiana, com quase nenhuma alteração nos manuscritos sagrados. As grandes cidades fortalezas mais famosas desse povo são Askar sendo a capital administrativa e maior polo econômico do país, Arco de Prata e Hertos, todas estas cidades lembradas por suas magníficas e colossais construções em pedra bruta. Sociedade submetida a um sistema de autocracia monárquica tradicionalista, onde o monarca é denominado Maezar, e mantém o costume iardiano das filhas primogênitas também concorrem a títulos diferentes de grande parte das sociedades humanas. Fisicamente se diferem de sua etnia irmã em traços faciais mais robustos e estrutura corporal mais larga, seus chifres são sempre contínuos sem ramificações tendo no máximo rugosidades e texturas em sua constituição, estes lembrando cornos de bodes, carneiros montanheses e touros, sempre em um tons escurecidos como marrom acinzentado, vinho ou negro. Pele podendo atingir cores pálidas acinzentadas ou levemente escurecidas, podendo ou não portar manchas escuras como grandes sardas mais incidentes na maçã do rosto, ombros, costas e antebraços; seus cabelos  assumem maioria das vezes tons escuros como marrom, cinza e vinho; olhos variantes em tons de castanho, verde musgo, azul marinho e preto. Atributos de vantagem: +2 Sabedoria +1 Resiliência. Classes provenientes desta cultura: Accurato (Mago constructo): Uma mistura de artesão, mestre de obras e feiticeiro. Classe de tradição, vinda ainda das terras Iardianas, estes foram os responsáveis de criar os monumentos e fortalezas movedans.

Religiosidade: Suma Ortodoxo e Suma Atrúsca
A Religiosidade Rhaian acabou sofrendo uma ruptura por conta da polarização entre os Iardianos viajantes, esta manifestada justamente pela contradição interna dos ideais relacionados ao novo mundo e ambições para as gerações futuras.
Estas duas vertentes da mesma crença incorporaram as hoje conhecidas como Suma Ortodoxo e Suma Atrusca. A palavra Suma significa “palavra sagrada” ou “Verbete divino”, pode ser encontrado nos manuscritos citadas sobre essas duas traduções.
Percebe-se que independente das vertentes seguidas esta religião sofre grande influência da criação literária sagrada dos antepassados Iardianos, existem manuscritos específicos que caracterizam melhor cada vertente é claro, mas o constante citar de manuscritos vem justamente dessa ligação forte com a produção profética de outrora, justificado por conta de serem uma das únicas heranças físicas do mundo deixado para trás.
A Suma tradicional é a religião ancestral dos Iardianos, suas crenças baseiam-se em uma grande energia mística criadora (motor imóvel) que através de seu poder deu origem ao mundo antigo. Este ser supremo e todo poderoso é chamado nas Sumas de Ohlar’otak traduzindo para língua comum parecido com “senhor das estrelas”, sua aparência não é nítida nos contos, mas quando se referem a esta entidade sempre citam sua tamanha grandeza e em um versículo em especial de “Campos de sangue” é mencionado:
[...] quando Bjorak olhou para os céus em desespero pedindo forças ao próprio Ohlar’otak percebeu que ele não estava o observando de lá, nem das montanhas, nem da torre e muito menos em sua mente como o sábio do campo enferrujado dissera, o “Grande senhor” estava em toda as direções, tanto presente em seus arredores quanto dentro de seu corpo, o Senhor era tudo.  Assim percebeu que tudo que já tivera visto e conhecido estava a deriva em um infinito abraço da realidade, corpo e fruto da criação de seu senhor. [...]
De acordo com esta crença este grande ser criou a realidade, a vida, a morte, a alma e o destino, tudo sobre um ciclo infinito. Este conceito é descrito nas Sumas fundamentando a estratificação social, é dito que uma alma merecedora que cumpriu seu papel de “pessoa de bem” em sua vida (indivíduo produtivo, honrado e respeitado) em sua morte terá a oportunidade de renascer em uma nova vida de fortuna, influência e poder. Acreditam em reencarnação seletiva, que justifica seu sistema social segregador.
Além deste conceito, este sistema estratificador é ainda mais fortalecido quando as Sumas ascendem os líderes Iardianos a um patamar de “representantes do senhor na terra”, assim dando uma justificativa muito forte a monarquia absolutista.
Em relação a mitologia da criação do mundo, Ohlar’otak fez a realidade inundando o vazio com os mares de estrelas, criando energias vivas para iluminar os caminhos da criação e os mundos para abrigar os admiradores de sua existência. Para criar os seres que habitam a realidade ele cedeu parte de si mesmo para dar vida, como fagulhas de uma grande chama. Os dois primeiros seres criados pelo grande senhor ficaram responsáveis de dar forma a vida e mantê-la em segurança dos olhares insidiosos do vazio.
As entidade guardiãs são Dah e Mahk, uma representa o copo e a outra a alma respectivamente. Estas entidades nos contos são aquelas que normalmente recebem preces e oferendas em seus nomes, pois elas apesar de não serem entidades criadoras são as guardiãs da vida.
Dah, é descrito como um grande guerreiro, caçador e artesão, entidade protetora dos bravios trabalhadores. Fisicamente é mencionado nos contos e Sumas como um gigante iardiano de pele levemente escurecida e avermelhada, com grandes galhadas pesadas que carregam longas vinhas que se estendem para baixo até seus joelhos. Sempre segurando sua grande lança e vestindo uma couraça escura onde em seu peito está de contraste o brilho fervoroso da chama da vida dada pelo Grande senhor. Ele está sempre acompanhando de seu companheiro guardião, um cão negro gigante chamado Rondari, animal sempre representado com uma seca coroa de louros brilhante em sua cabeça, como a luz do entardecer sobre sua cabeça.
Mahk, é descrita como uma entidade feminina, uma mulher sábia, e poderosa. Representa os influentes, líderes e homens sagrados. Fisicamente é descrita como uma iardiana pálida de traços finos e de grande beleza, longos chifres de marfim curvados para trás assumindo uma forma de aureola de luminescência lunar sobre sua cabeça, seus cabelos longos e negros se misturam com uma fumaça emanada da chama da vida entre seus seios. Sempre descrita vestindo becas e véus escuros oscilantes aos ventos criados pela sua presença.
Os templo desta religião tem uma arquitetura quase que uniforme, sempre em forma hexagonal, portando grandes claustros com extensos jardins em seu interior. O maior templo atuante em Mérmora da vertente tradicional Sumatra é chamado de Grande templo da Lua, e fica na cidade de Askar.
De contra partida, os crentes da Suma Atrúsca não acreditam necessariamente e devotamente nos mesmo conceitos morais na versão tradicionalista, mas a mitologia ainda sim é muito semelhante.
A vertente seguida pelo povo dos “caminhantes do vale” é denominada Atrúsca pois é muito dissemina na região da Atrúria. Cidade com o maior templo atuante desta vertente religiosa é o Grande Templo Sumatra do Vale fica na cidade de Valena.
Nesta vertente alguns dos pontos de grande discrepância são: 
a questão sobre a ascensão dos líderes ao um patamar de grades entidades indiscutíveis; na versão atrúsca isso é bem diferente, a releitura dos manuscritos descrevem melhor os líderes como bons representantes dos seus semelhantes, justificam com base em que assim como o grande Ohlar’otak dividiu sua chama para dar vida o verdadeiro líder deve entender que todos os seus vassalos ou aliados são partes dele mesmo, e que sem eles o líder não é tão grande quanto poderia ser, implicam na ideia de um bem maior onde todos juntos chegariam a um objetivo vitorioso comum. 
a questão da sociedade hierarquizada por justificativa divina; na religiosidade atrúsca existe oposição a segregação social dada pela estratificação, de acordo com esse ideal as pessoas não tem seus destinos engessados pelos deuses e não são escravas da situação que vivem, não há mal na ambição de coisas boas para si e para sua família (isso é um pecado na versão tradicional, pois incita a inveja, que é motivação maligna de corações fracos), a fundamentação teológica para a questão da reencarnação seletiva dos atrúscos é que realmente ao se ter sido uma pessoa ruim (um indivídio desonrado e desrespeitoso) você pagará pelos seus atos em sua encarnação seguinte a esta, mas isso não tira o direito de liberdade, os atrúscos acreditam que seguindo a forma tradicional desta filosofia a alma pode seguir um ciclo infinito de penação não tendo direito de almejar uma vida aclamada.
número de deidades guardiãs; na versão atrúsca existem mais duas deidades guardiãs, não apenas Dah e Mahk. As outras duas entidades são chamadas de Imbra e Siguie, representantes da mente e coração respectivamente.
Imbra, é descrito como uma entidade masculina representante do poder através do conhecimento, sabedoria, astúcia, feitiçaria e segredos. Fisicamente é descrito como um iardiano idoso de semblante sério e temível, de longos cabelos e barbas grisalhas escura acinzentada, seus chifres são como de carneiros das montanhas, pálidos, rugosos, pesados e retorcidos para baixo. Descrito muitas vezes vestindo capa e capuz, e por debaixo dos panos de suas vestias frente ao seu peito está a luz da vida pulsante dada pelo grande criador, também muitas vezes representado segurando uma lamparina velha, esta que contém a energia viva da luz da criação.
Siguie, é descrita como uma entidade feminina iardiana de cabelos muitos longos de loiros brilhantes resplandecente, mulher linda de pela clara dourada, seus chifres são curtas galhadas negras presas a longas fitas avermelhadas que voam como flâmulas ao vento. Nas gravuras é representada vestindo becas simples com longas mangas e mantas esvoaçantes, com a chama da vida emanando a luz mais brilhante entre seus seios é raramente vista com seus pés tocando o chão. Deidade representante da misericórdia, fraternidade, fertilidade, aliança, comprometimento e afetividade.
Em ambas as vertentes as entidades primordiais são protetores e guias de seus devotos, o método de orações é simples e discretos para contactar as deidades e efetuar seus pedidos de concelhos e bênções, é comum que ajoelhados e de olhos bem fechados os devotos juntem as mãos fechadas uma sobre a outra normalmente aos pés de uma imagem da deidade, altar, ou selo respectivo a sua intenção e comecem a realização de suas preces, podendo ser orações silenciosas ou coros e canturias (realizar as leituras das Sumas em forma de canto) em grupo.
Apesar da vertente religiosa atrúsca ter mais deidades em seu panteão a vertente tradicionalista não repudia totalmente suas práticas e cultos, encaram umas as outras como partes de uma estrutura sagrada irmã. Inevitável que disparidades não aconteçam entre as relações religiosas, principalmente em relação a moralidade empregada em cada conceito sagrado. Exemplo da manifestação desta disparidade é um ditado religioso atrúsco que diz respeito em relação aos tradicionalistas o seguinte: “Do contrário de nossos parentes ao norte, nós temos mente e coração”, esta é clara referência as duas outras deidades adicionadas a crença atrúsca, mas também fortes implicações de conceitos morais onde insinuam que os conservadores ou tradicionalistas da religião ortodoxa tem o “pensamento recluso ou retrogrado” e são “frios” em suas manifestações sejam religiosas ou não.

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